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ORATÓRIO DE SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS

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ORATÓRIO DE SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS

Muito longe daqui
em um tempo pretérito e benfazejo
onde o sol se põe mais cedo
anunciando, com seus matizes, fim e recomeço,
com o surgimento do crepúsculo e da aurora,
em terras francesas,
começa a nossa história.

Lá, nasceu uma menina
Que desejou ser sempre pequena,
não só no nome,
pois ficou conhecida mundo afora como Teresinha,
mas entre todos os homens e mulheres
que conheceu essa doce menina,
que, em nosso imaginário,
ganhou o coração de todos.
Em nossos pobres corações,
sabemos que Deus reconheceu nela
uma de suas mais fidedignas testemunhas,
pois o amor viveu
como se fosse seu destino e sina.

Quando só tinha 15 aninhos,
Teresa de Jesus, abrasada pela paixão,
quis sua casa paterna deixar,
para, ainda na Terra, com Cristo se encontrar.
fácil não foi, não
deixar o lar querido
e a docilidade de seu pai, seu maior amigo
Mas, com entusiasmo e firmemente decidida
no Carmelo adentrou, feliz como uma noiva,
pois tudo no mundo abandonou
para experimentar o verdadeiro amor.

Em sua humilde cela
logo com Cristo se encontrou
e compreendeu a dimensão do amor.
Mais e mais pequena, então, a jovem Teresa se tornou,
pois estava na presença do inefável amor.
Foi bem assim que ela sonhou
com a pequena via,
senda que, no silêncio de sua humilde cela,
levou-a à morada do Deus-menino.
Lá, diante do menino Jesus, que tanto a fascinou,
seu coração se fez habitação da verdadeira palavra Amor.

No pátio do Carmelo, a santinha de Lisieux
abraçava-se à Cruz e sentia-se acolhida
porque entendeu que aquele madeiro
que suportou Jesus
agora se convertia em árvore frondosa,
refúgio que dava sombra às angústias terrenas
daquela humilde menina, noiva do Belo Amor.

Abraçada como uma criancinha à Cruz
Teresinha deixava-se acariciar
pela fonte de onde brotou tanto amor.
E dali, fortalecida, compreendeu que ser pequenina
era nada mais que sua vocação no Carmelo,
lugar santo e de elevação para onde Deus a enviou.
Com seu silêncio e seu sorriso, irradiava uma alegria superlativa
Que incomodava quem não entendia
a beleza que residia no terno sonho de Teresinha:
tornar-se uma das santas mais pequenas que, na santa Igreja,
já se ouviu falar.

Pequena, tão pequena ela se fez
para se avizinhar do inefável amor de Deus.
Ao experimentar desse inebriante sentimento,
ela não se contentou em ser Teresa:
quis mesmo foi ser a nossa eterna petite Thérèze,
a pequena rainha, como era chamada por seu papai,
homem santo e piedoso, que sempre soube compreender
e legitimar o sonho de sua caçulinha,
salva, quando enferma se encontrou na infância,
pela Virgem do Sorriso, mãe do Belo Amor.

Com as flores Teresinha se encantou
leveza, ternura e delicadeza, nelas encontrou
frágil como uma flor, um dia a santinha se tornou
e, no nono ano que o Carmelo de Lisieux
celebrou a entrada de uma de suas mais celestes filhas,
a doce dama das flores enferma ficou.
Afastada, no interior de sua cela,
Como humilde monja descalça em Cristo confiou.
Sem perder sua ternura, ainda viva, do céu,
prometeu-nos uma chuva de flores enviar, e mais:
ser só amor na Igreja do Senhor.

Quando o dia de sua passagem chegou,
às irmãs carmelitas, que juntas ao seu lado estavam, rogou
que confiassem em Cristo e em seu amor.
No momento final, Teresinha o seu corpo terreno deixou,
mutilado pelas dores físicas que firme suportou
com o auxílio do Senhor, que nunca a abandonou.

As irmãs carmelitas, suas concidadãs no Carmelo de Lisieux, foram
testemunhas da fidelidade de Teresinha por Cristo,
seu único e amado Senhor.
Ali, no momento em que a santinha deu seu último sopro de vida,
elas perceberam como a menor florzinha do Carmelo,
com sua pequenez emblemática,
deixava, de maneira tão terna e simples, a vida terrena
para percorrer sua pequena via
até se encontrar com Ele, o menino Jesus,
seu único e eterno amor.

Lá, naquela humilde cela em Lisieux
Como uma pequena e frágil andorinha, a pequena Teresa
alçou seu mais íngreme voo, rumo à Pátria Celeste,
lugar dos pequenos, onde a doçura e a mansidão
ganham, com Jesus e Maria, personificação.

As irmãs carmelitas, testemunhas oculares
dessa cisão entre corpo e alma,
receberam, com imensa gratidão, a graça
de presenciarem a mais celeste fusão,
o doce retorno esperado,
a plena comunhão entre Deus e aquela que soube
se fazer pequena de corpo, mente e coração.

Insuflados pelo amor divino,
somos também vocacionados
a nos pôr em marcha,
a caminho dessa pequena via
que Jesus nos convida a trilhar,
na esperança de com Cristo
verdadeira e fecunda amizade travar.

Não deve nos desanimar
a passagem de Teresinha de Jesus;
pelo contrário: ela, agora, pode muito nos ajudar.
Junto do Pai e de sua sublime Mãe,
ela está sempre a rogar,
e com uma chuva de rosas nos presentear,
nós que queremos também
do Belo Amor nos aproximar
até o dia em que o Menino Jesus e sua Santíssima Mãe,
a Virgem do Sorriso, vier nos visitar.

Nesse eterno dia, Jesus e sua Mãe
vão conduzir, com mansidão, nossa vida
ao Eterno Lar, onde
poderemos, mais uma vez,
Teresinha de Jesus encontrar.

Brincando, sorrindo, rezando
e, certamente, cheia de rosas
entre suas mãozinhas pálidas
quem sabe, ela, nossa querida madrinha de oração,
venha a seus pobres afilhados reconhecer
com seu melífluo coração.

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